O pior erro de todos os erros

Um dos maiores contratempos que se pode ter no âmbito do trabalho – seja como empreendedor ou na carreira corporativa é ter alguém desocupado, com o único objetivo de lhe prejudicar.

Há quem pense que nos ambientes em que a fofoca não apenas ganha espaço, como se prolifera, esse tipo de pessoa (o desocupado) costuma se dar bem. #sqn

É fato que o mau-caráter pode ter lá seus aliados e estar em qualquer lugar, pode ser seu colega mais próximo, seu gestor, seu cliente ou até mesmo aquele que lhe presta algum tipo de serviço. Depois que descobrimos quem ele é, fica fácil juntar as peças do quebra-cabeça e identificar que esta pessoa sempre deu todas as evidências de que sempre foi ambiciosa ao extremo, desonesta e traiçoeira.

Mas, até aí, o que fazer? Há pessoas cujos valores são assim mesmo. Agora, pior do que isso, é usar as mídias sociais para fazer fofoca, denegrir a imagem do outro ou ainda dar indiretas sobre clientes maus pagadores entre outras pérolas que vemos por aí.

Analise comigo ambas as situações:

Primeira: eu, como cliente (ou prestes a me tornar cliente) do referido empreendedor, leio um comentário na timeline da pessoa falando que um dos seus clientes “usou e abusou” dos seus serviços e agora não paga mais e sempre dá desculpas para não lhe atender, ou um post em que o contratado faz fofoca e fala mal de outra pessoa. Qual imagem eu terei deste “profissional”? As piores possíveis, certamente.

Segunda: eu como colega de profissão tenho um cliente para indicar. Eu indicaria essa pessoa para algum job, trabalho, ainda que temporário? Obviamente, não.
As pessoas estão perdendo o bom senso e passando dos limites. Antes, este tipo de comportamento era muito comum somente nas empresas. Hoje, como as redes sociais também funcionam como ambientes de trabalho, os malefícios causados pelo ambiente negativo nas corporações são os mesmos, ainda que em ambiente virtual.

Um dos motivos pelos quais eu decidi empreender e não mais trabalhar em uma empresa específica, a não ser a minha, foi exatamente este. O estresse, o “disse me disse”, as fofocas,
as picuinhas e a pobreza de espírito de determinadas pessoas. No entanto, recentemente me percebi sentido o mesmo mal-estar de antes devido a relacionamentos nocivos na internet.

Se você está lendo este artigo, lembre sempre disso: antes de fazer fofoca, falar mal de colega de trabalho, colega de Facebook, cliente, ex-cliente, e afins, pense que você não estará denegrindo a imagem alheia, mas sim, única e exclusivamente a sua.

Você ficará mal visto, fará com que seus amigos de mídias sociais repensem sobre sua idoneidade, seu caráter e, dificilmente o indicarão para alguma oportunidade de trabalho. Além do que, correrá risco de responder a processo por difamação ou calúnia.

Hoje os consumidores que usam as mídias sociais para reclamar de mau atendimento ou serviço não prestado correm este risco, mesmo tendo razão, que dirá nós, pessoas físicas, denegrindo a imagem de outro profissional. Portanto, antes de agir por impulso ou imaturidade, é bom pensar nisso também!

Os profissionais bem-sucedidos, respeitados e com credibilidade no mercado se espelham sempre nos bons exemplos. Você alguma vez viu uma grande empresa falando mal dos concorrentes nas mídias sociais? Não. Elas estão preocupadas em fazer o seu negócio crescer e não em espalhar fofoca.

Além do mais, estamos em tempos de agregar e não de desunir. Reflita sobre qual é a sua postura nas mídias sociais. O que você compartilha? Quais são seus princípios, sua conduta? Seus posts compartilham algo útil, de valor aos leitores ou está ali para atrapalhar, ofender ou causar conflitos?

Cuide da sua reputação, ela é a alma do seu negócio. É ela que fará de você um profissional respeitado ou não.

Até a semana que vem!

Pauline Machado é Personal, Executive e Business Coach pela SBCoaching, MBA Liderança e Gestão de Pessoas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ e certificada pelo SebraeRJ no curso EMPRETEC, desenvolvido pela Harvard University e Organização das Nações Unidas (ONU) e diretora da Legado Coaching.