Por que é tão difícil se comunicar?

Quem nunca se viu em meio a um problema de comunicação, daqueles em que um fala A e o outro entende B, ou em situações em que simplesmente não se consegue expressar exatamente o que queria, seja por nervosismo, timidez ou qualquer outro motivo?

Segundo o dicionário, o verbo – COMUNICAR – significa: 1 Fazer saber; participar, enquanto – COMUNICAÇÃO:  1 Ação, efeito ou meio de comunicar. 2 Aviso, informação; participação; transmissão de uma ordem ou reclamação. 3 Transmissão. 4 Relação, correspondência fácil; trato, amizade.

Logo, o objetivo de uma comunicação eficaz é a transmissão e o pleno entendimento da mensagem, sem deixar dúvidas, sem a interferência de ruídos. No entanto, isso quase nunca acontece.

Mas, então, porque é tão difícil se comunicar? São vários os motivos, e, entre eles podemos citar as diferenças de linguagem, a falta do hábito de ouvir, fatores emocionais, entre tantos outros.

Nas empresas este tipo de problema é ainda mais grave, pois, pode comprometer a qualidade do ambiente de trabalho e os resultados da companhia. Neste aspecto é importante ressaltar que palavras têm significados distintos para cada público e podem sofrer influência pela diferença de idade, classe social, nível de educação, formação, etc…, e, essas distinções são facilmente percebidas, justamente nos locais de trabalho, já que as empresas são compostas por pessoas de perfis bastante variados.

Por outro lado, a boa notícia é que nada nos impede de melhorarmos este cenário. Cada um, a partir da transformação da sua própria conduta, pode contribuir.

Veja abaixo algumas sugestões para aprimorar seu potencial de comunicação seja no ambiente familiar, profissional ou entre amigos.

Adapte a linguagem ao público:

É preciso escolher palavras e estruturar as mensagens de forma que sejam claras e compreensíveis para o destinatário. Lembre-se: a comunicação eficaz somente é alcançada quando a mensagem é recebida e compreendida totalmente. E, a compreensão pode ser melhorada se simplificarmos e direcionarmos a linguagem de acordo com cada público.

Alinhe palavras e ações:

Ações falam mais do que mil palavras, não é mesmo? Logo, é importante prestar atenção às nossas ações para termos certeza de que estão alinhadas às palavras que estamos usando. Quando alinhamos nossos comentários com nossas ações, ganhamos credibilidade e conseguimos estabelecer uma relação de confiança com quem nos relacionamos. Vale destacar que as mensagens não verbais também são fundamentais no processo de comunicação.

Tenha controle sobre sua assertividade:

Algumas pessoas sabem se impor adequadamente, outras trazem a assertividade em excesso, e, há, ainda, quem não tenha tais características e traga consigo o medo de não agradar o outro e com isso, problemas de comunicação pelo simples fato de não saberem ser mais assertivos e ousados. Para estes, a recomendação é exercitar diariamente suas possibilidades de serem mais abertas e autoexpressivas. Participar de Treinamentos Assertivos são boas oportunidades para tal aprimoramento, já que exercitarão a exposição dos pensamentos, comportamentos verbais e não verbais que contribuem para melhorias nas habilidades de comunicação a qualquer público e com uma postura confortável e firme.

Pense antes de falar:

Antes de escrever ou falar, pergunte a si mesmo: O que quero dizer? Em seguida: Como posso organizar e apresentar minha mensagem para que atinja o resultado que desejo? Normalmente fazemos isso ao escrever, mas, e na hora de falar? Este é um dos maiores erros! Temos de ter a certeza do que queremos dizer e, só então, expressar a mensagem de forma objetiva e clara para que o outro a compreenda plenamente a nossa fala.

Controle emocional:

Ter e manter a inteligência emocional é fundamental no processo de comunicação, sobretudo em momentos de tensão, conflitos, desavenças e afins. Se alguém está emocionalmente abalado a respeito de algum assunto, é bem provável que interprete de forma errada o que o outro diz e, consequentemente, falhe em expressar seus pensamentos de forma clara ou como de fato deseja. O que fazer? Simplesmente suspenda a comunicação até que se recupere emocionalmente.

Exercite a escuta ativa:

Talvez uma das soluções mais apropriadas para resolver problemas de comunicação esteja em rever o nosso modo de ouvir – mudá-lo de passivo para ativo. Na escuta passiva, apenas ouvimos mecanicamente, sem muitas vezes, absorver nada. Enquanto, na escuta ativa é preciso ouvir com intensidade, empatia, aceitação, além de uma grande disposição por parte do ouvinte para se concentrar totalmente no que o outro está dizendo, sem deixar se levar por outros pensamentos.

Isso cansa, eu sei. Requer esforço e prática, mas, aqueles que experimentarem, alcançarão resultados surpreendentes em seus processos de comunicação.

E não é exatamente isso o que nós queremos? Então, com coragem e sem preguiça, siga em frente! Afinal, até que ponto você quer se autodesenvolver?

Boa reflexão!

Por Pauline Machado,  jornalista, editora do  Portal Liderança e Negócios. É diretora da Legado Consultoria e Comunicação, MBA Liderança e Gestão de Pessoas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ e certificada pelo SebraeRJ no curso EMPRETEC, desenvolvido pela Harvard University e Organização das Nações Unidas (ONU).